28 de novembro de 2018

O CAPITALISMO ATRAPALHA O CRESCIMENTO DE UMA EMPRESA?



Tive o desprazer de ler uma matéria na Revista Bula sobre o possível fim (ou não) das livrarias físicas no Brasil.

O exemplo dado é a Saraiva, que com sua dívida milionária, ameaça fechar as portas e já esta até mesmo em recuperação judicial.

Para não aumentar demais o que penso sobre isso, adianto que é uma grande pena a crise que as empresas de varejo tem sofrido nos últimos anos (e isso não é exclusividade do Brasil, como bem lembra a matéria descrita aqui).
Qual tipo de leitor não gosta de perambular pelos corredores de livros e revistas cheios das mais variadas formas, tipos, autores e línguas?

Por esse mesmo motivo que tais empresas estão destinadas a fechar (pelo menos da forma que conhecemos hoje): todo mundo gosta, mas poucos compram.

Não importa se você é fã de carteirinha (literalmente), faz parte do programa de descontos da empresa, se gosta de ficar cheirando livros como um viciado em cocaína. Se a empresa não lucra, não é sustentável. Simples assim.
A Amazon lucrou no quarto trimestre de 2017 em 1,9 bilhões de dólares. Mais que o dobro do mesmo período em 2016.
Alguns dirão que a Amazon é malvadona, que é uma empresa cruel, que desfavorece a concorrência, e aquele mimimi de sempre. Não é verdade. É pura oferta e demanda. Existe a demanda no mercado, e os caras a atendem. Não pode ser mais simples que isso. Ela se estruturou - e muito bem, diga-se de passagem - para isso.

Na matéria da Bula, o jornalista escreve que o culpado disso acontecer é o capitalismo. Porque ele "pede" que todo comércio cresça, então a empresa pega empréstimos altíssimos e acaba não conseguindo pagar.
Não, meu camarada, isso não é culpa do "capetalismo", é culpa de uma má gestão, acostumada às vacas gordas de outra época e que não conseguiu acompanhar decentemente a concorrência de venda virtual.

As pessoas que acreditam nesse tipo de asneira são as mesmas que amam pegar Uber, e detestam taxi.
Amam Tinder, e nunca se inscreveram em uma agência de encontros.
Amam utilizar o Waze, e detestam ler guia de mapas.

Incapazes de compreender que tudo nessa vida evolui com a tecnologia. Quem não se adapta, fracassa.
E isso graças aos próprios consumidores - quer eles gostem; ou não.


- Vinicius Neves


31 de outubro de 2018

EU SEMPRE VOU TE PROCURAR


Você é a resposta e esperança de todas as atribulações
A soma de todas as felicidades
O encontro de todos meus destinos
A paz de todas minhas pretensões


Nunca cansarei
de falar que você é tudo de melhor que poderia me acontecer
Se houver vida após a morte, vou continuar procurando por você
Se houver paraíso após a partida, continuarei para sempre ao seu lado

Teu colo é meu local de descanso

Teu sorriso é minha moradia
Teu olhar é a serenidade que busco

Me faz bem a incansável saudade
Faz bem te encontrar
No futuro das possibilidades infinitas
A necessidade constante de te procurar.


- Vinicius Neves

JAIR BOLSONARO E O FUTURO DO BRASIL


Quando Dilma venceu em 2014, admito que fiquei puto.

Já estava puto por não ter nenhum candidato que ornasse com minhas expectativas e pensamentos. Mas PT não dava. Não outra vez. O que PT fez de bom pelo país dá para contar nos dedos... do Lula.

No final, Dilma venceu. Como sempre, na época de meu aniversário.
O Brasil era outro. As informações eram outras e chegavam nas pessoas de formas diferentes. Era muito mais fácil enganar e manipular as massas. Lembro que as pessoas receberam via Correios os santinhos da campanha petista (e isso é crime eleitoral, só para lembrar). Lembro de uma mensagem de celular que recebi com um link da Folha de São Paulo pedindo voto para a ex-presidente.

Quando a eleição foi dada por encerrada, engoli o gosto amargo da derrota e dos problemas que eu sabia que viriam.

Eu acompanho a anos o mercado financeiro - mais precisamente o setor industrial (que é o meu setor). Via mês a mês as projeções do Banco Central cada vez mais pessimistas, e já avisava as pessoas de recessão desde 2012.
Não sou economista, nem um profissional da bolsa de valores, mas previ que o Dolar bateria a casa dos R$ 4,00. Muitos riram de mim e duvidaram. Falei que se medidas não fossem tomadas, o Dolar poderia até mesmo bater a casa dos R$ 5,00.
Chegamos ao alarmante valor de R$ 4,19. Garanto que se não houvesse impeachment poderia sim chegar ao valor que disse. Era uma possibilidade bem real.

Mas quando Dilma ganhou eu desejei um bom governo a ela. Desejei que algum milagre acontecesse e ela conseguisse tirar algo de bom de todas as coisas ruins que tivemos que pagar o preço - e ainda pagamos.
Afinal de contas, eu sou brasileiro e quero o melhor para o país e para as pessoas - todas elas.
Na época fiz um texto explicando que eu não preciso de transporte publico, educação publica, saúde publica, mas que quero que essas coisas sejam melhores para quem precisa. Que o Brasil que desejo seja esse, e de muitas outras coisas. Que o Brasil seja para os brasileiros e não para a elite de bancários, empreiteiras, diretores de estatais, como foi nos últimos 20 anos (e sim, estou colocando PSDB no balaio também).

Jair Messias Bolsonaro tem o meu respeito. Apesar de ter um longo caminho para percorrer - do qual acho que nunca chegará - a ser o presidente ideal. Conseguiu emergir de ataques de todas as formas à sua pessoa - até mesmo passou por um sério risco de morte. Tudo graças à intolerância e extremismo da esquerda.
Não vou mentir, o cara tem gênio forte e já falou muita besteira por aí. Mas acho que com o tempo e experiência que foi adquirindo, ele percebeu os erros e tem tentado uma melhora. Tem se atualizado - coisa que faltou em todos os outros candidatos da última década. Isso cativou o eleitor.

Bolsonaro não é a solução, não é o salvador da pátria. Ele é um novo ciclo, é o primeiro passo de um longo caminho a qual desejo para o Brasil.
O caminho que ele irá abrir para os presidentes futuros - e esses sim - é que terão a missão de fazer o Brasil ser a potência que almeja e que tem condições para ser.

Talvez seja Amoedo, talvez seja Kataguiri, talvez seja Vam Hattem.
Quero ter esperanças de que chegaremos a uma liberdade econômica similar a países que foram revolucionados pelo livre mercado.
Parabéns Jair, seja melhor do que já foi algum dia, e use bem sua oportunidade de ser a pessoa que mudou o rumo das coisas. Com serenidade, justiça e igualdade para todos.







- Vinicius Neves

19 de outubro de 2018

O FIM DA IMPRENSA PARCIAL






Durante séculos, a ponta de lança de um governo era sua imprensa.
Quando um rei - mesmo sabendo a situação deplorável que seus súditos sofriam - fazia conluio com a imprensa da época para não falar sobre o assunto, e sim para focar a raiva das pessoas em coisas muito mais interessantes como: execuções, apedrejamento público, enforcamento, e várias outras atrações que podem ser consideradas pão e circo.

Governos corruptos e mal intencionados se perpetuaram por gerações graças à imprensa, em diversos locais do mundo. Sem a imprensa, seria impensável manter as atenções do povo para as mentiras que tirariam do caminho aqueles que atrapalhavam seus planos.

Essa foi a realidade até a última década.

Com a tecnologia mantendo as pessoas sempre entretidas à toda e qualquer novidade, a velocidade da informação chega de forma nunca vista antes.
Boa parte da população do Brasil e do mundo consegue ser leitor e repórter de sua própria realidade, podendo repassar tais informações com poucos cliques.

Com essa facilidade ficou infinitamente mais difícil transformar as pessoas em massa de manobra. O acesso à informação é simples e fácil, basta interesse em procurar.
Mesmo governos totalitários como os envolvidos na Primavera Árabe (Líbia, Síria, Tunísia, Egito, Iêmen e Barein) tiveram seu calcanhar de Aquiles à mostra graças a velocidade da informação através da internet - mesmo quando a internet estava oficialmente DESLIGADA para a população, as pessoas arrumaram um jeito informal de se informar (por mais irônico que pareça dizer isso), através da Deep Web (que é uma internet usada de forma clandestina, sem controle das principais empresas do seguimento). O resultado é nítido: ditaduras como a de Muammar Kadafi (Aquele mesmo, da Líbia, que abasteceu a campanha de Lula com um milhão de dólares, segundo a delação de Palocci) caíram, ou tendem a cair até os dias de hoje.

A onda de queda dos interesses e poder associados à esquerda, principalmente na América Latina, não é um fenômeno apenas político, é um fenômeno educacional, informativo. Com a luz dos novos fatos, a informação - que deixa de ser guiada pela grande imprensa - começa a engatinhar para a libertação ideológica das pessoas.
Jogos de poder, assassinatos, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência, dentre vários outros problemas dos antigos governos ficam mais evidentes e claros.

A maior prova disso é que com esse conhecimento, as pessoas deixam de seguir - e consequentemente, financiar - empresas como Folha de São Paulo, Estadão, Veja, Globo, e etc. Quando se segue as migalhas de pão, é possível ver que todos os citados tem estado cada vez mais em decadência de receita nos últimos anos, ao ponto de praticamente oferecer seus serviços de graça para pagar suas contas - mesmo sempre tendo incentivo financeiro do governo.
O próprio grupo Abril, em Agosto deste ano pediu recuperação judicial para tentar evitar a falência.

Como última cartada dos últimos governos, essas empresas fazem de tudo para incriminar de algum jeito o candidato Jair Messias Bolsonaro, e tentar uma reviravolta à favor do candidato Fernando Haddad do PT.
Uma das mais antigas promessas de Bolsonaro é o corte de parte significante desses valores.

Não bastasse a surra que o partido dos trabalhadores tomou com impeachment de Dilma por causa de crimes fiscais, com a prisão de Lula em segunda instância por corrupção, das derrotas de Deputados e Senadores por todo o país nessas últimas eleições, na perda de mais de 5 milhões de eleitores no Nordeste, da derrota certa no segundo turno à presidência do Brasil.

O discurso de "golpe" não cola mais. As pessoas não estão mais submetidas à conversa fiada de sempre. Ao vitimismo, às mentiras infundadas. Elas estão cada vez mais buscando informações por conta própria, e as divulgam de graça, sem emparelhamento nenhum, como sempre foi os governos petistas - que usaram até mesmo a máquina publica para ganhar eleições, como foi o caso da divulgação de santinhos de Dilma na eleição de 2014, feita pelos Correios. Da mesma forma que Folha de São Paulo encheu as pessoas de mensagens no celular à favor de Dilma, na mesma época.

A esquerda nunca foi de falar a verdade. Nunca foi de jogar limpo. Não tem a MENOR MORAL de falar de corrupção e Caixa 2. Ainda mais sem o menor tipo de PROVAS CONCRETAS, com várias perguntas sem respostas, com diversos furos e informações completamente infundadas.

A esquerda, com todos seus partidos e máquinas de moer oposição de forma completamente fora de uma democracia real são a maior organização criminosa do país. E estão, mais uma vez, selando o destino deles com a derrota iminente e o fim de toda sua estrutura maligna.



- Vinicius Neves

17 de outubro de 2018

CONHEÇO UM CARA


Conheço um cara que era um dos melhores alunos da escola. Ficava entre os top 3 de notas da sala, geralmente. Sabia o que queria da vida: iria ser engenheiro, estudar em uma faculdade de grande renome com a imagem a zelar.
Ele já tinha o futuro decidido - segundo ele mesmo.

Eu, nunca fui bom aluno até ingressar em uma faculdade boa - e apenas boa. Com a imagem a zerar, e não a zelar.
Na verdade, ainda não sou bom aluno. Estudo apenas o que me dá na telha. O que realmente desperta minha curiosidade. Esse lance de estudar uma grade não é pra mim. Perco interesse fácil. Felizmente nos últimos anos minha curiosidade com as mais diversas fontes de conhecimento se ampliou bastante.

Esse cara que conheço, nasceu em uma família boa, com estrutura. Tinha pai bem remunerado, mãe carinhosa, um agradável e confortável apartamento em uma região boa do bairro em que mora. Quando fez 18 anos, ganhou um carro de presente. Um bom carro.
Sempre que saía um video-game da moda, ele ganhava um. Às vezes ostentava dois consoles da mesma geração.

Eu, de forma geral sempre tive família boa também. Mas comecei minha empreitada sozinho aos 15 anos de idade. Já morava praticamente sozinho, na maior parte do tempo. Aprendi a me virar, a fazer comida, fazer compra, cuidar da casa, por aí vai. Ninguém efetivamente me ensinou, recebi ajuda de um ou outro amigo, fui buscando informação de um canto e de outro, e fui indo.
Quando fiz 18, não ganhei um carro. Meu carro próprio, no meu nome, só viria 9 anos depois.
Video-game eu só tinha os usados, e das gerações anteriores, desde sempre. Me divertia bem, apesar de desejar os mais novos. A primeira vez que tive um video-game atualizado para a época foi a uns cinco anos atrás, quando consegui um descontão com um amigo meu que trabalhava no setor e tinha uns semi-novos para se desfazer.

Esse cara que conheço, garganteava sempre que podia que só iria trabalhar quando terminasse a faculdade. Que enquanto isso iria se especializando em várias coisas, que certamente teria um emprego excelente. Adorava falar que a faculdade que tinha entrado era referência.
Desde cedo fazia cursinho, inglês, e um monte de outras coisas que não lembro agora.

Eu trabalho desde os 15 anos. Comecei como auxiliar de estoque, mexia em caixas e peças de todos os tamanhos, cheios de poeira.
Lembro de uma camiseta que tinha da empresa, com meu nome, que um dia vesti na escola, para ganhar tempo e não me atrasar tanto para o trabalho em seguida. Um outro colega tirou sarro da minha cara, me chamando de "funcionário Viny". Vários riram.
Depois virei auxiliar de expedição. Trabalhei de recepcionista e até vendedor de aparelho e plano de celular. Não trabalhava nessas coisas porque gostava, era porque ninguém pagava minhas contas. Me humilhei diversas vezes, das mais variadas formas, para conseguir um estágio enquanto estava na faculdade - que tinha a remuneração maior que meus empregos. Não passei. Minha área não era muito amigável com o sexo masculino.
Aprendi inglês sozinho, completamente autodidata - assim como a maioria das coisas que sei fazer hoje em dia. Também arranho no espanhol e no italiano.

Sempre expliquei para esse cara, que não adiantava nada ele ter uma grande estrutura de faculdade, de cursos, de seja lá o que for e não ter experiência profissional; não saber como é o mundo lá fora, não criar malandragem para lidar com pessoas. Ele vivia dentro de uma bolha e isso seria terrível para ele. Claro que não escutou. Eu era um merda, ele era um bom aluno.

A uns dois anos atrás reencontrei esse cara que conheço. Já havia mais 10 anos que tínhamos terminado o colégio. Ele tinha se formado na faculdade, e eu não.
Me contou que o mercado de trabalho estava ruim na área dele, que desde que tinha se formado não tinha arrumado emprego, e que começaria um novo curso de engenharia para ver se melhorava. Ainda morava com os pais. Não tinha criado nada de patrimônio.
Ele passava os dias assim: sem fazer muita coisa, às vezes conseguindo um serviço de freelancer. Era isso.
Quando ele me perguntou o que estava fazendo da vida, conforme ele ia perguntando, eu ia respondendo: disse que não tinha me formado, mas que tinha me lançado no meio empresarial, sendo sócio de uma empresa já bem estabelecida e uma produtora que criei, mas que acabei desistindo porque priorizei meu tempo. Estava com carro do ano, apartamento próprio reformado, em um relacionamento saudável e feliz (hoje, é minha incrível esposa).

Esse cara que conheço disse estar feliz por mim, mas não era isso que o rosto dele me dizia.
Esse cara que conheço me excluiu depois de pouco tempo do Facebook.
Esse cara que conheço vai votar em Haddad - o candidato do mesmo partido que ajudou a ele se enfiar na merda, não investindo em infraestrutura, indústria e tecnologia no país. Criando milhões de estudantes com diploma, mas sem emprego. Com capacitação, mas com dívidas para o resto da vida.

Esse cara que conheço ainda acredita que é ótimo nas escolhas que faz.


- Vinicius Neves

1 de outubro de 2018

O IMPÉRIO DO MEDO


Vamos te proteger. Pode ficar tranquilo. Nosso império é o governo do oprimido. Das minorias. Das igualdades.

Vamos te proteger do machismo. Embora algumas vezes alguns de nós sejam flagrados ofendendo mulheres. Releve, foi brincadeira.

Vamos te proteger do racismo. Embora algumas vezes alguns de nós sejam flagrados sendo racistas em seus discursos. Releve, foi sem querer.

Vamos te proteger da xenofobia. Embora algumas vezes alguns de nós chamemos os sulistas de nazistas. Releve, não foi literal.

Vamos te proteger do bullyng. Embora algumas vezes, para nós, seja bom tirar sarro de alunos que votam na oposição.

Vamos te proteger das empresas privadas. Embora, em nossos governos os bancos e grandes empreiteiras sempre tivessem o seu lugar garantido. Nós facilitamos a vida para eles. Eles facilitam a vida para nós.

Vamos ter proteger da ditadura. Embora sempre que possíveis defenderemos ditaduras condizentes com o que queremos para nossa ideologia.

Vamos te proteger da fome. Embora fechemos os olhos para os governos que apoiamos, que criam miséria e morte.

Vamos te proteger das más influências. Criamos um tipo de governo para termos nossos próprios artistas de estimação para te influenciar. Apenas pagamos alguns milhões de reais para eles fazerem shows, com a desculpa que estamos incentivando a cultura. Só não esqueça de pagar pelo ingresso na entrada.

Vamos te proteger da pobreza. Embora às vezes consigamos te enganar que sua vida melhorou, e no final você sempre acaba desempregado e endividado.

Vamos te proteger dos criminosos. Embora nós sejamos muito piores que aqueles que te abordam na rua. Mas como eles também votam em nós, melhor deixar como está.


- Vinicius Neves

11 de setembro de 2018

FLEXÍVEL


A flexibilidade é o máximo de rigidez eficaz que poderá ter no mundo de hoje em dia. Qualquer coisa acima ou abaixo disso irá te destruir - mesmo que momentaneamente.

Tão importante quanto querer, desejar e lutar pelo o que se quer; é aceitar, perceber e compreender que nem tudo gira ao nosso redor - e que o controle sobre nossa vida não passa de pouco mais de ilusão.

Com certeza todos nós já ouvimos o ditado sobre a água e a pedra. Qual dos dois perde com o tempo. Qual consegue ferir o outro.
A água, como tudo que é mutável nessa vida, é flexível, e com ela vem uma porção de ditados, comparações e filosofias de vida na qual não pretendo me aprofundar.

Quando entendemos de onde viemos, e para onde queremos ir. Quando entendemos que a vida é algo transitório. Que o mundo não muda quando algo acontece com você. Que a realidade é muito mais voltada a poucos metros ao seu redor do que todo o resto.
Começamos a compreender algum sentido na vida. Começamos a entender melhor como nos portar, como vislumbrar o desconhecido, qual é seu valor e das pessoas que te seguem nesse caminho.

Ser duro e rígido com seus pensamentos, com seus sentimentos, irá te quebrar por inteiro bem naquele momento que se sentir forte.
Ser frágil e sensível demais irá te levar para lugares que não quer ir. Se sentindo impotente quando a adversidade começar.

Ser flexível te dá uma visão aprimorada. Te faz enxergar além do óbvio, te faz caminhar com firmeza o suficiente para não cair com facilidade. Te faz levantar com a leveza que te impede de se machucar de verdade.

A inteligência emocional atribuída a isso é simples. E isso é o que falta em nós nos últimos tempos. Essa simplicidade libertadora, que faz com que enxerguemos algo além das necessidades ou expectativas pessoais.

Não é uma receita de sucesso. Não.
Não como muitos gostariam de pintar ou de vender por aí.
O sucesso disso, é ter a você mesmo - por completo - na direção da sua vida.

Embora isso não signifique um caminho melhor, pode significar uma caminhada mais agradável e adaptável - daí em diante, os problemas não parecerão tão ameaçadores assim.


- Vinicius Neves

15 de agosto de 2018

WELCOME HOME



Quando fechei os olhos, notei que estava sozinho na escuridão
A minha frente vi um túnel por qual me vi seguindo
Senti uma paz sem igual, que não poderia explicar
Vivi muitas coisas em muitos lugares, mas nada pareceu tão real quanto isso

Estendi minhas mãos ao ver que haviam muitas outras pessoas à minha espera
Elas também estendiam as mãos para mim, como se me chamassem para casa
Até que ouvi uma voz mandando eu voltar
Eu tinha que estar aqui hoje. Eu tinha algo mais para viver. Eu tinha outra história para contar.


- Vinicius Neves

15 de julho de 2018

NA CALADA DAS PALAVRAS



Os olhares se cruzaram enquanto as pernas se entrelaçavam
Minhas mãos deslizavam por seu corpo como se estivessem moldando uma obra de arte em cerâmica

O contorno de sua cintura, a textura de sua pele, o volume e os bicos dos seus seios - tudo era paisagem por onde meus lábios queriam passear - e passeavam; sem pressa, aproveitando cada estadia em que a língua quisesse repousar ou se agitar.

A excitação e o movimento nos levaram ao deleite do orgasmo. Ficamos abraçados, sentindo o prazer do contato e calor dos corpos unidos.

Então, enquanto a abraçava por trás, ela começou a projetar seu quadril em direção ao meu - fazendo com que eu me encaixasse entre seus glúteos. Pude sentir o desejo enrijecendo meu corpo e penetrá-la novamente.

O tesão e os repetidos orgasmos facilitaram o ato de adentrar suas partes; éramos um, como já fora predestinado.
Suas pernas iam ao ar enquanto a fiz gemer cada vez mais alto. Cada centímetro do nosso contato me fez querer adentrar mais fundo, mais forte e mais rápido em toda aquela perfeição de mulher.

O ápice do momento nos levou outra vez aos gemidos quase intermináveis que certamente deixaria com inveja qualquer vizinho que pudesse ter escutado.

Paramos toda aquela loucura ofegante e nos abraçamos de frente. Muitos minutos se passaram enquanto um observava cada detalhe no rosto do outro.
Os olhos dela tinham um anel escuro ao redor de cada íris - e só foi possível notar agora. Nem ela tinha reparado isso até então.

Os olhos se moviam para cima e para baixo, se dilatavam e contraiam.
Estávamos conversando realmente com os olhos e afirmo que nunca nos entendemos tão bem.
Era como se finalmente - depois de tantas tentativas - tivéssemos conseguido expressar a proporção do que sentíamos - dispensando por completo o uso das palavras.


- Vinicius Neves

28 de junho de 2018

CARLA


Selei meu destino pelos caminhos que usaram para que eu o evitasse
Como jogar uma concha ao mar e esquecer que ela retorna até nós na maré baixa - mas sempre pertencerá ao oceano

Se eu pudesse viver em qualquer outro momento da história, eu me manteria bem aqui. Porque aqui encontro os seus dias - e eles são lindos.
Se for para percorrer qualquer distância, correrei sempre para os seus braços.

Quero encher seus dias de flores, quero sentir teu abraço até que meu tempo nesse mundo termine.
Pensar em seu sorriso, me faz querer ser melhor do que jamais fui. Faz com que eu queira dedicar todas as minhas horas para você.
Te levar para todas as festas que eu for; te ver dançar com na rua com seu jeitinho único, debaixo do sol ou da chuva.

Quero te mostrar que tudo sempre poderá ser melhor enquanto estivermos juntos.

Se seguro suas mãos é porque não quero mais soltá-las.

Nas tempestades mais terríveis encontrarei teu beijo e a calmaria sempre irá reinar.
Nesse teu colo eu encontrei uma paz que nem sabia que seria possível alcançar.

As palavras estão sempre se misturando em minha cabeça, procurando se organizar para te trazer as coisas mais lindas desse mundo.
Eu não vou fingir que isso não está acontecendo, não vou evitar de te encontrar - porque só isso faz sentido agora.
Me perder para sempre no emaranhado de seus cabelos, na leveza de seu vestido, no perfume do seu pescoço.

As musicas mais bonitas agora fazem todo o sentido; é mais um sinal de que estou me perdendo cada vez mais dentro de seus olhos, para nunca mais voltar.


- Vinicius Neves

1 de maio de 2018

REINVENÇÃO


Resiliente, em silêncio tento calar as vozes de dentro.

Ruim? Não mais. As correntes e o controle exercidos sobre a persona que insiste em se debater nos porões de minh'alma agora tornam-se costumeiras, habituais.

A voz que despendia rumo aos ouvidos alheios e atentos à notificações de uma revolução programada já se acalanta no externo e no íntimo, buscando uma metamorfose que transforme mais um ciclo de reinvenções ininterruptas - como sempre foi, como sempre será.

Nada mais há de ser dito, nada mais há de ser compartilhado. Ao menos por hora.
Em momento oportuno essa casca se abrirá e com ela a inundação de uma nova forma anseia por vir. Sim, mais uma.

O que há de ser, não há mente nesse universo que possa dizer.
Independente do que for; será o que deverá ser, terá seu papel de maior importância no caminho que ela proporcionar acontecer, o degrau que se tornará com o passar do tempo para que o viagem finalmente tenha seu rumo revelado.


- Vinicius Neves

2 de abril de 2018

JÁ FAZ UM TEMPO



Já faz um tempo que esqueci o que é se sentir incompleto.
Como vagar pelos estreitos caminhos da sanidade e sempre me deparar com um beco sem saída.
Não sei mais o que é isso.

Já faz um tempo que encontrei a resposta para a maioria das perguntas que guardei a tanto custo dentro do peito.
Me encontrei face a face com um presente que soube instantaneamente que seria meu futuro.
Sim, eu o enxerguei. Enxergo até hoje quando mergulho em seus olhos.

É a loucura mais dentro de qualquer realidade que poderia encontrar. É a verdade mais pura entre todas as juras imaculadas.

Com ela ao meu lado, pouca coisa é muito. Mas muito sem ela não é nada.

É parceria forte, companheira, amizade.
É para ela que quero sempre contar e dividir as coisas boas, as experiências, os lugares novos.

Já faz um tempo que dominou minha mente, minha memória, meus anseios.
Tudo isso mantendo a sensação do primeiro dia. Minha eterna namorada. Perpetua novidade.
Já faz um tempo que nosso tempo só está começando.


 - Vinicius Neves

1 de março de 2018

O RETORNO


O brilho nos olhos voltou
Como o retorno de uma esperança, ou um milagre que sempre se esperou


Os sorrisos deixaram de ser exceção e se tornaram a regra de todos os dias
Transformando as coisas ruins em boas, transbordando alegrias

A imperfeição desapareceu e se tornou esquecimento
Virou lenda de dias passados, tão atrasado quanto correr atrás do vento

Prometi ao coração regalias que achava não poder cumprir
E alcancei um tesouro maior que os desejos que haviam para suprir

Seu valor não pode ser calculado
Sua importância não pode ser descrita
És meu sonho imaculado
Segredo das pausas que complementam cada rima.



- Vinicius Neves

19 de fevereiro de 2018

UMA POESIA PRA VOCÊ


Em uma mensagem antiga e quase perdida no tempo:
"- Filhão, quando é que você vai fazer um poesia pra mim?"

A minha poesia para você é eterna, é única; vai além de textos e imagens bonitas. Além de juras que podem ser revogadas mais cedo ou mais tarde.

A poesia que tenho para te entregar é minha vida, meu coração, meus filhos, meus netos, meus descendentes, meu legado, meu exemplo, minha audácia, meu caráter, minha integridade, meu amor, meu respeito - tudo aquilo que nasceu de ti e para ti.

Minha poesia para você já foi escrita um dia, hoje é vivida.

O texto permanece estático no papel, e, por vezes inalterado no peito depois de lido.
Veja como são as coisas: até tinha esquecido que havia um texto lindo dedicado só à sua importância.

O que é escrito muitas vezes passa despercebido. Mas sua existência, sua luta, seu sorriso - eu carrego pra sempre em minha alma; através dela tento fazer o meu universo algo mais parecido com a infinidade que me faz sentir.


- Vinicius Neves

17 de janeiro de 2018

O DESERTO DENTRO DA AMPULHETA



O tempo passa e com ele a certeza de que nos distanciamos cada vez mais de pessoas que são importantes em nossas vidas. As fotos registradas nos levam  a lugares muito distantes da realidade que vivemos hoje.
Somos obrigados a nos ver em fases melhores, piores, mais ou menos felizes.

Tudo aquilo que foi importante de verdade é registrado com um tipo de vassoura emocional - que à medida que o tempo passa - leva para longe as coisas ruins.
As más recordações, brigas, desafetos: tudo passa. Porque não existe uma "base" que as faça perpetuar.
É diferente com o amor. Ele permanece em cada foto de infância, cada aniversário surpresa ou cada brincadeira e viagem registrada.

Os amigos se vão. Talvez porque o caminho deles fosse outro. Talvez por não concordarmos mais em nossos pensamentos ou nossas falhas sobressaíssem ao bem que queríamos a eles.
Vamos sentindo a idade chegando e transformando nossas vidas, pensamento e até mesmo a saúde - por mais jovens que sejamos - o corpo já começa a responder certas situações de forma diferente.

Nos falta tempo para cuidar de nós mesmos, de nos atentar aos futuros problemas de saúde e às antigas coisas que nos faziam felizes.
Da época em que momentos eram mais importantes que "curtidas" e amigos eram melhores que seguidores.

Nos falta maturidade para sermos melhores, para rever antigos amigos, reatar relacionamentos passados, esquecer brigas estúpidas e entender que o "tempo bom" foi ontem, mas pode ser hoje, também!
Não somos tão descartáveis assim. Mas o mundo em que vivemos - esse nega até a si mesmo, quem dirá nossas aspirações!?


- Vinicius Neves