20 de abril de 2008

AQUELE



Hoje matei...
Que tristeza alegre que eu sinto.
Tudo que sentia precisava ser transmitido.
Sou aquele que tem seu sangue nas mãos e não me arrependo.
Desfiado estava meu coração de pano em seus remendos.
Em meio a prédios distantes
Me desprendo do passado e me vejo neste instante.
O calibre da morte fez seu peso final.
Seu sangue de mentiras e falsidade pinga de meu punhal.
Sou aquele que viveu por ti, mas agora decidiu apenas viver.
Nada de sentimentalismo, nem ansiedade de te ver.
As palavras e palavras vazias agora cobram o seu preço
Escorrendo junto ao sangue à medida que apodreço.
Agora sou novamente dono de mim, sou minha supremacia.
Chega de atentados de sentimentos e de sua tirania.
Sou aquele fustigado, desencadeio o horror.
Sou simplesmente aquele que assassinou o amor.



- Vinicius Neves
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