10 de junho de 2008

O ESCURO É FRIO



Tanto o escuro do mar, como o escuro do universo.
Nas profundezas do oceano me vi cercado por águas escuras que me congelavam. Nadei para encontrar a luz e só trevas encontrei. Afundei-me no profundo oceano e comprimi meu coração em sua triste pressão.
Voei por entre as nuvens, atravessando todos os céus. Quando menos percebi, às trevas retornei. Havia luzes ao longe, mas não consegui alcançar.
Morri sufocado na esperança de tentar.
O frio me consumiu e me tornei o que temia, dentro de sua imensidão e na liberdade de ironia.
O medo tentou me congelar mais que a escuridão, o universo e o oceano são parecidos, mas é a mesma solidão.
Nadei abaixo do Triângulo das Bermudas, não há nada lá.
Vasculhei as redondezas de Atlântida, não há nada lá.
Fui até Marte para pensar, não há nada lá.
Pisei na Lua para dar um pequeno passo, não há nada lá. Nem bandeira.
Se vir minha alma por aí, mande lembranças.
Se vir minha esperança, diga que encontrei o amor, e que ele é mesmo lindo, me transforma a cada dia e me ensina a ser feliz a cada amanhecer, me ensina a viver.
Posso ter morrido entre as trevas e escuridão, mas agora renasço com o Sol até mesmo à meia noite.

- Vinicius Neves
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