12 de novembro de 2008

FÊNIX NEGRA



Estou aqui.
Ontem eu era cinzas, hoje renasço.
Morrer amanhã tanto faz, desde que eu continue com o que faço.
Renascido das chamas da dor
Ferido pelas águas do amor
Encontre-me e mate-me!
Isso! Outra vez!
Faças com que minha alma sinta vossa invalidez!
Apunhale-me se puderes
Posso cuspir sangue se quiseres
Mas não vire as costas para mim
Ah, isso tu não vais querer fazer
Pois eu ressurjo das cinzas, mato a ti, e como vosso coração até o amanhecer
Arranco teus olhos ainda presos em nervos ópticos
Para veres um demônio deglutir ferozmente vossas víceras
Caso encontres alguma fresta em tua alma
A encherei dos sentimentos mais impuros, pesados, tristes e sombrios.
Pisarei sob tua cabeça para ver a ti se afogando em vossa própria imundice, da qual detalhadamente, delicadamente e cuidadosamente multipliquei, apreciando cada fração de segundo com um imenso prazer compulsivo de te ver sofrer.
Espreito vossa alma pacientemente.
Pois quando menos esperar, invadirei tua mente.
Infectarei cada célula de teu corpo com a pior das depressões, com a pior das angústias, com o pior do pior, com o que há de pior em mim, e podes acreditar, há muito disso.
Não há nada mais que tu possas fazer.
Não há nada neste mundo que possa me deter.
Não me importo o quanto tu irás sofrer.
Teu pior sofrimento será o meu maior prazer.





- Vinicius Neves
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