21 de dezembro de 2008

QUERER E O PRECISAR



Sabe? Há uma diferença sutíl sobre o que queremos e o que precisamos. As duas escolhas (podemos tratá-las assim) nos fazem enxergar dois paradoxos que podem ser completamente diferentes, nos levar a ter idéias diferentes, nos fazer passar por realidade diferentes.

O que queremos é o que faz nosso sangue pulsar, o impulso que leva nosso corpo inteiro a conspirar em direção ao objetivo definido, é uma meta, um desejo intenso de transformar a simples vontade em uma explosão de gestos, expressões e atitudes.

O que precisamos geralmente é algo que sempre está na nossa frente e nunca nos damos conta como aquilo é especial, mesmo que tenham transcorrido anos, ou simplesmente algo que sempre esteve presente, mesmo que às vezes sua presença tenha se saído imperceptível.

Mas... E quando o que precisamos é aquilo que queremos (e, obviamente, vice-versa)? Se cada um em si já é difícil explicar, imagine quando os dois se tornam diferentes panos de um mesmo remendo? Talvez seja essa a resposta para uma explicação mais lógica sobre um sentimento maior, ou talvez seja somente algo mais simples, parte do existencialismo de todos.

Eu quero e eu preciso, levarmos ao pé da letra as ramificações que essas palavras tem, provavelmente iríamos falá-las mais vezes. Eu quero e eu preciso, só se quer algo ou alguém que é querido; só se precisa de algo ou alguém que é precioso.

Da próxima vez que você for dizer "eu quero você" ou "eu preciso de você", ou até quem sabe os dois, leia nas entrelinhas o que você mesmo quer dizer à pessoa, se ouça melhor e esqueça as duvidas.

Queira, precise, ame!



- Vinicius Neves
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