19 de fevereiro de 2009

ENXERGAR


Um pensamento estranho atravessou a minha mente estes dias.
Eu acredito que as leis físicas também se encaixam nas pessoais, e pensei no seguinte:
Quando nos distanciamos de algo ou de alguém, digo, fisicamente, há muitos e muitos metros de distância, conseguimos ver o objeto ou a pessoa até determinado ponto, depois fica difícil, e depois até impossível. Dependendo da distância em que o objeto se encontra fica mais fácil de ver ou não. Só que, se o objeto estiver muito perto, muito perto mesmo, não iríamos conseguir vê-lo perfeitamente, sabemos que está lá, mas não o enxergamos verdadeiramente.
Será que não é assim que somos com as pessoas? Quando uma pessoa está se aproximando de nós, podemos vê-la claramente, mas quando ela está perto demais, não damos o devido valor, porque não a enxergamos perfeitamente, e às vezes é necessário que a pessoa se afaste novamente para que possamos enxerga-la melhor, talvez até com novos olhos, perceber o como ela fez falta enquanto esteve perto.
Somos assim com nossas desilusões também, se a pessoa se afasta, nós a enxergamos bem melhor do que quando estava perto, mas se ela se afasta demais, não conseguimos vê-la novamente, mas aí você sabe que ela pode tanto estar na sua direção, como não estar mais, porque a longa distância não permite que você saiba isso, e às vezes, nem importa mesmo.
Todos nós deveríamos fazer isso de vez em quando; forçar a nossa vista para que possamos enxergar aquilo que esta perto de nós. Por isso que procuramos sempre algo que na maioria das vezes sempre esteve debaixo de nosso nariz, e procuramos olhar o que está longe, distante, e temos tudo que precisamos aqui! Na nossa frente! Do nosso lado! O que sempre sonhamos, o que sempre precisávamos, o que sempre nos fez sentirmos verdadeiramente bem, verdadeiramente felizes, verdadeiramente amados. Abra os olhos e veja!





- Vinicius Neves
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