22 de abril de 2009

ATÉ QUANDO?


Até quando...?
Murros na parede não vão aliviar o peso da minha alma.
Gritar a ponto das cordas vocais doerem não vai falar tudo o que eu sinto.
Chorar não vai lavar o sentimento que tenho.
Dormir não vai me fazer sonhar denovo.
A cidade se apaga, e eu só consigo pensar no que minhas atitudes falam. No que me tornei? Sou algum erro de meus pensamentos? Sou um distúrbio de minhas vontades?
Tento me destruir todos os dias para que eu nasça melhor e tente ser uma forma mais cômoda de perfeição. Mas a perfeição não é cômoda. No que eu me tornei então?
Sou uma forma imperfeita de dilema, onde as respostas da razão e do coração se misturam, formando um combinado de incertezas.
Quando as realidades são opostas, como tentar fazer para seguir o mesmo rumo? Andar em circulos não leva a lugar algum.
A noite não me responde, ela só me diz "pense".
Até quando terei de pensar e me acomodar com as situações?
Depender de outras pessoas não vale a pena se elas não dependem de você também.
A partir de agora vou renascer com esse pensamento, afinal de contas, a auto-destruição não faz sentido se nada renasce com você e por você.

- Vinicius Neves
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