22 de outubro de 2009

MONGE URBANO



Eu era repleto de impaciência.
Transformei minha impaciência em tranqüilidade; pois o que é para ser meu, sei que há de vir no tempo certo.
Eu tinha ódio no meu coração.
Transformei meu ódio em interesse; em entender o próximo como igual, pois mesmo que não percebamos, somo um só.
Eu respirava incerteza.
Transformei minha incerteza em vontade; de abraçar oportunidades.
Eu absorvia descrença.
Transformei minha descrença em ; pois tudo pode acontecer a quem nunca desiste do que é certo, o impossível é só uma barreira criada pelos homens.
Eu demonstrava descuido.
Transformei meu descuido em respeito; pelos meus sentimentos e das pessoas ao meu redor.
Eu transbordava indiferença.
Transformei minha indiferença em esmero; em cuidar de cada vida como algo único.
Eu sentia medo.
Transformei meu medo em ousadia; pois nem sempre se pode ter coragem, mas a vontade de lutar pelo o que se acredita é o melhor combustível para as maiores virtudes.
Eu sofria de tristeza.
Transformei minha tristeza em esperança; porque o choro pode durar uma noite inteira, mas a alegria vem pela manhã.
Eu me mantinha sedentário.
Transformei meu sedentarismo em esforço; para mudar todo o meu ser. Fazendo de meu corpo, alma e espírito um só. Sem limitações.
Eu era prisioneiro do estresse.
Transformei meu estresse em bom humor; porque o humor é como uma doença: é contagiante. E eu é que não vou propagar o mal.
Eu tinha pobreza espiritual.
Transformei minha pobreza espiritual em trabalho espiritual; pois é o único jeito de se enriquecer nesse patamar.
Eu me prendia ao egoísmo.
Transformei meu egoísmo em amor; a tudo que não envolve o pequeno metro quadrado a qual se resume minha existência.
Eu era cego por opção.
Transformei minha cegueira em observação; do ser que envolve o tudo e o todo.
Eu me afogava em preocupações.
Transformei minha preocupação em inspiração; pois posso não mudar o mundo, mas posso transformar o meu mundo em algo belo e assim mudar o mundo de muitas outras pessoas.
Eu era a ignorância.
Transformei minha ignorância em entendimento; que estou aqui de passagem. Ser ruim para os outros não melhorará a minha viagem.
Porque o que cria o amor é o próprio amor.
E o resto é bobagem.



- Vinicius Neves
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