13 de outubro de 2010

AS CRÔNICAS DO GATO E O COELHO VII - FINAL DO AMANHÃ


EM UMA ESTRELA QUE BRILHAVA FRACA, MUITO LONGE DALI:

O Fim estava vestido de um manto que era metade preto e metade branco, metade de seu corpo era velho e desfigurado, a outra metade jovem e bela, metade de seu ser exprimia morte e sua outra metade refletia renovação. Ele se aproximou do Tempo - que estava sentado, exausto. Já ia de idade bem avançada, com roupas velhas, sujas e rasgadas - e disse:

- Meu velho, vim te buscar.
O Tempo levantando vagarosamente seus olhos cansados responde:
- Eu sei.
- Entendo perfeitamente se tentar reagir.
- Não irei. Estou pronto.
- E cansado também, presumo.
- Terrivelmente cansado. Leve-me daqui, já é hora de algo novo acontecer nesse universo conspirador... A Terra está clamando por este sangue derramado sobre ela.
Então com suas mãos deformadas, o Fim retira de dentro de seu manto uma foice que carregava constelações com o seu mover no espaço. Levantou-a acima da cabeça do Tempo e concluiu:

- Esta maldição de ódio termina aqui.


A Fênix levou os quatro novos seres para fora da sala das sete saídas pela porta central fixada no teto. As chamas os ergueram até lá.

O Leopardo sacudindo a poeira das patas, pergunta:

- Fênix, qual é a terceira coisa importante?
A Fênix, pela primeira vez demonstrando tristeza com seus olhos - que vinham perdendo o brilho desde que saíram da sala - respondeu com pesar no coração:

- Olhem ao seu redor. Houve um preço para que houvesse a mudança em seus seres.
Os únicos meios que transitam até a mudança é a oportunidade unida ao aprendizado, junto com o tempo. A essencia de um ser só pode ser mudada dessa forma.
A Onça misturando curiosidade com assombro se sentiu tão inquieta e teve que perguntar:

- Que lugar é esse?

A Fênix, demonstrando cuidado com as palavras responde:

- É claro que não reconhecem... Esta é a terra de vocês.

Ao redor dos cinco seres uma aterrorizante paisagem se fazia presente.
O Sol jazia cansado acima de suas cabeças em um lugar desmatado e cheio de gelo, esforçando -se para lançar seus últimos raios para uma terra cheia de sombra de morte e ossos secos espalhados. Mesmo que eles não estivessem vendo a situação por completo; terremotos, tempestades, e outras catástrofes estavam aflingindo o mundo inteiro. A destruição dominava o mundo, mesmo não havendo mais muita coisa para destruir.

As palavras da Fênix fizeram com que os corações de todos tremessem:

- O Tempo chegou ao Fim.

Era inacreditável ver toda aquela destruição. Houveram alguns minutos de silêncio.

Ao longe algo negro voava em direção ao telhado.

A Capivara, analítica, pergunta à Águia:

- Águia, quem está vindo?

A Águia focaliza o horizonte e fala de forma sagaz:

- Não há o que temer, é o Melro, valioso aliado.

A Onça procurava ficar perto do Leopardo - este mais do que todos estava com o coração apertado por não aceitar a situação de como o mundo estava.

O Leopardo olhando apreensivo para o vale devastado fala para a Fênix:

- Falam de tudo como se fosse uma guerra.

A Fênix, explica:

- E é. Você a trava desde o inicio de sua jornada. Batalhou contra você mesmo, batalhou contra seus problemas pessoais. As batalhas mais importantes são vencidas primeiramente em si mesmo.

O pequeno Melro preto chegou sacudindo suas asas cansadas, estava voando a dias para se informar de tudo o que estava acontecendo:

- Senhor, trago notícias do Norte. Se quizermos alcançar a matilha e seus simpatizantes, devemos partir imediatamente.

A Fênix com o seu brilho no fim faz um pedido carinhoso ao pássaro preto:

- Melro, por favor, guie-os aos seus destinos.

O Leopardo surpreso reluta com a notícia:

- Você não vem?

A Fênix explica docilmente:

- Não. A minha missão não é batalhar, e sim zelar por vocês em suas decisões corretas. Agirei em vocês quando permitirem isso. Tudo o que vocês passaram em suas vidas foi para chegasse este momento. Ao norte encontraram seus destinos.

Todos olharam firmemente para a Fênix.
Por dentro de seu bico e em seus olhos um último brilho se intensificou. Brilharam como se fossem grandes lanternas.

- Não posso viver neste mundo, só posso zelar por vocês. Eu não pertenço a este lugar. Que o meu fogo os direcionem para o caminho certo.

Então a luz tomou conta de todo o seu corpo e uma explosão fez com que a Fênix nunca mais retornasse.
Sobrou apenas seu inconfundível fogo ao redor do chão em que pisavam.

A Onça tocou o fogo com suas patas e disse:

- Olhem, este fogo não queima e mesmo assim é quente. Um calor agradável.

A Águia em dúvida resolveu perguntar:

- O que houve?

O Melro retrucou:

- Ele morreu. Fazia parte dos planos dele desde o início. Ele não pode viver neste mundo impuro. A santidade que Ele possui não é deste lugar.

Todos pararam um momento para pensar como iriam continuar sua jornada sem a Fênix ali com eles. Estavam cientes de que estavam em um lugar completamente hostil e que a morte escondia-se nas sombras. Também sabiam que ao norte encontrariam mais perigo ainda.

O Melro notando a dúvida pairando no ar diz a todos, com um olhar triste:

- Temos que ir. Já é tarde. Logo o Sol dará seu último suspiro e irá apagar a sua luz para sempre.

O Leopardo erguendo sua cabeça para os céus pensativo diz:

- Tudo bem. Antigamente eu teria medo, mas agora entendo melhor o propósito de tudo isso. É necessário que algo grande aconteça. Precisamos ter fé.

A Capivara sorrindo com a atitude de seu amigo comenta:

- Este será teu maior escudo, caro amigo.

Todos começaram sua caminhada.

O Melro fica parado olhando para o local onde a Fênix sumiu, onde sobrou apenas o seu fogo se emociona e fala em baixo tom:

- Obrigado por tudo, estrela da manhã...

O caminho teria sido assustador se todos não tivessem a certeza de que a Fênix havia colocado eles ali com um grande propósito. Ele havia salvado o ser de todos eles de forma tão maravilhosa que era impossível não ter fé.
Apesar do caminho ser tortuoso e nada inspirador, ninguem disse isso a ninguem, mas sentiam seus corações em paz.

É muito difícil explicar como estavam as coisas naquele Amanhã desastroso. Imagine acordar um dia e sentir que quando esse dia terminar, não haverá outro. Ver que tudo ao seu redor perece a cada minuto e que logicamente não há nada o que você ou qualquer outra pessoa possa fazer para mudar isso. Eles caminhavam como verdadeiros cavaleiros para uma peleja decisiva, estavam armados apenas de fé. E para eles estava ótimo.

O Melro começou a cantar para espantar todo o mal de perto deles:


"Estamos prontos, pois teu fogo está ao nosso redor
Mesmo que não possamos ver, já nos faz melhor
Guarde nossos corações dentro de teu coração
Pois é ali que devemos guardar toda nossa emoção

E quando o dia terminar poderemos dizer
Que foi maravilhoso sentir o teu amor e sentir o teu poder"

Aquela música trouxe mais coragem para o coração de cada um.

Chegaram a um lugar muito devastado que parecia algum dia ter sido uma floresta. O Melro a conhecia.
Ao longe viram uma aglomeração e foram chegando cada vez mais perto. Eram lobos devorando algumas carcaças de animais. Eram muitos lobos. Muitos mesmo. Mais do que poderia-se contar. Legiões e legiões.


O líder deles viu o grupo de amigos chegando perto. Era o mesmo lobo que tinha atacado o Gato e a Gata anteriormente:

- Ora, ora. O que temos aqui? Se não são os mesmos vermes que encontramos tempos atrás, a fisionomia de vocês mudou, mas os reconheço pelo cheiro.

A Onça ainda impressionada com a quantidade exacerbada de lobos pergunta:

- O que fizeram com nossa terra?

O Lobo fala com seu já habitual olhar de desprezo:


- Nós?

Todos os lobos riram estrondosamente.

- Não fizemos nada com a sua preciosa terra. Eles fizeram! (O lobo aponta o focinho para os restos dos animais). Eles estavam tão ocupados cuidando de suas vidinhas que nem notaram como fomos nos aproximando deles; manipulando, persuadindo, enganando, controlando... Nos infiltramos por todos os lados, invadimos suas casas vestidos de ovelhas para que não notassem o que realmente éramos. Misturamos muitas mentiras com poucas verdades; e no final ninguem soube notar a diferença! Conseguimos fazer com que acreditassem que nós lobos não existíamos, e que a sua tão preciosa ave de fogo era apenas um mito, uma história inventada.
Quando notaram a besteira que tinham feito, de como foram descuidados, já era tarde demais.
E agora que o grande pássaro está morto, esse mundo é nosso!

Os lobos gritaram com todas suas forças, lançando ao ar suas salivas de raiva pro todos os lados.

O Leopardo sentindo repulsa em seu coração disparou firmemente suas palavras:

- Isso termina aqui, não posso mais deixar que façam essas coisas.

Ha muito tempo o Lobo esperava pelo momento de tragar aquelas animais que conseguiram tantas vezes despistá-lo. E agora estavam todos ali sem nenhuma proteção, prontos para serem devorados.
Sem mais poder aguentar a ansiedade, o Lobo diz:

- Você escapou de mim duas vezes, gatinho. Não vou errar pela terceira vez. Lobos! Fiquem! Essa luta é MINHA! Já sabemos que eles não tem mais aquela odiosa ave de fogo para protegê-los.

A onça, temerosa disse:

- Léo, não vá! Ele está tramando algo!

O Leopardo olha com carinho para a Onça e diz:

- Não se preocupe, eu sei disso. Tenha esperança. Essa batalha foi destinada a mim desde o início. Caso aconteça algo comigo, será pela causa mais nobre de todas. Eu tenho que proteger vocês.

O Leopardo afiou suas garras no chão e partiu de encontro com o Lobo, que tambem correu ao seu encontro após dar um assustador uivo que ecoou por todos os cantos do universo.
Enquanto os dois galopavam de encontro ao outro, o tempo correu tão devagar, e a sensação foi que não havia mais nada ao redor - nenhum som - por um momento apenas podia-se ouvir o barulho do próprio coração batendo forte como tambores de guerra.


Os dois se chocaram com tanta força que o barulho ôco de seus ossos se trombando fez com que todos voltassem a si e começaram a gritar torcendo.
Os lobos uivando ferrozmente.
Os animais gritando palavras como "força", "coragem", e etc.
Unhas, pêlos, couro e sangue jorravam por todo o corpo dos dois desafiantes.
O sol estava avermelhado, dando sinais de que logo logo chegaria ao fim de seu ciclo.

Em uma reviravolta, o Leopardo conseguiu finalmente morder o pescoço do Lobo. Era isso o que um tentava furiosamente fazer com o outro desde o início. Ele o balançou no ar como se fosse um boneco de pano, fez isso com tanta força que a coluna do Lobo estralou e ele urrou de dor, caindo no chão semi morto.

O Leopardo exausto chegou perto do Lobo e disse:

- Você não entende, não é? Vocês não são donos de nada. Eu sei que o nosso mundo está destruído, mas podemos fazer as coisas melhores. Nós sempre tivemos essa capacidade. Não importa as baixas, as quedas que tenhamos, sempre vamos nos erguer e construir tudo denovo do nada. Porque é isso que nos separa de vocês.
Nós aprendemos com o nossos erros. Enquanto houver um suspiro de vida dentro de nossos corpos, iremos nos levantar contra vocês, iremos batalhar, e iremos vencer. Essas são as palavras da Fênix para nós.

Quando o Leopardo disse "Fênix", o Lobo se contorceu com o que parecia ser suas últimas forças.

O Sol finalmente desistiu de brilhar e apagou-se para sempre.

Quando todos pensavam que realmente tudo havia acabado, o Lobo pula do chão em direção ao Leopardo e o arranha nos olhos. Ele cai ferido, sem poder enxergar. Começa a recuar para prevenir outro ataque.

O Lobo mais assustador do que nunca fala com sua voz rouca:

- Nós simplesmente não podemos permitir que vocês vivam com essas palavras. Desprezamos tudo a respeito do que vocês vivem, sentem e acreditam. A única coisa que vocês podem fazer de útil por nós é.... MORRER!!!

O Lobo pulou em direção ao Leopardo para morder seu pescoço com a boca escancarada cheia de dentes sedentos pelo sangue de seu oponente.

Neste momento o Melro que até então parecia estar apenas de expectador na batalha, voou com todas as suas forças em direção ao Lobo e entrou de força tão rápida e potente pela boca do ser infernal que chegou a atravessar seu corpo, mas não por completo. O pequeno pássaro preto parecia não ter suportado a própria investida.

O Lobo enfim caiu completamente morto no chão empoeirado.

Todos os lobos ao virem esta cena saltaram de seus lugares e correram em direção a todos os cinco amigos que ali estavam. Era impossível resistir a um ataque em massa daqueles. A Capivara, a Águia e a Onça arregalaram os olhos ao ver o que estavam presenciando.

Ouviu-se um som que parecia um trovão e um relâmpago dourado brilhou no horizonte. Ele subiu aos céus como uma estrela, e quando estava muito alto explodiu em meio a fogo e luz.
Era a Fênix mais linda do que nunca, resplandecendo poder.


Os animais, em seus corações sabiam que aquilo não era surpresa.

Os lobos se apavoraram.

Mais uma vez as sete espirais de fogo sairam de suas penas e começaram a rodea-la, então formarão sete circulos ao seu redor. As chamas começaram a girar e crescer ao seu redor rapidamente, transformando-se em uma esfera de fogo, como um novo sol. Um sol que brilharia por toda a eternidade tanto ao meio dia como a meia noite.

Aquele novo sol começou a se expandir e todos os olhos puderam ver o que estava acontecendo.
Milhares de lanças de fogo voaram do novo sol e atravessaram um a um os corações do lobos, que fugiam desesperados para salvar suas peles.
As lanças de fogo ao atravessar os corações dos lobos, fazia com que cada um deles caissem primeiramente de joelhos em direção a Fênix, depois desabavam no chão mortos.

Quando tudo acabou. Algo a mais queimava naquela terra, era a esperança de um novo amanhã. Não um amanhã como aquele que eles esperavam antigamente, mas algo realmente novo.
Um calor intenso começou a percorrer o corpo daqueles animais e todos começaram a arder assim como o sol.
Era um fogo que não queimava, mas que era agradável.
Todos começaram a levitar, meio impressionados com tudo aquilo e começaram a ir em direção ao novo sol.

Quanto mais alto subiam, mais podiam ver que as lanças de fogo que tinham atravessado os corações dos lobos haviam se alastrado e estavam queimando a Terra de maneira completamente voraz, porém ordenadas como se fossem um concerto muito bem ordenado e ensaiado.



Todos estavam agora dentro do próprio sol. Era incrível e único. Era um novo mundo, muito mais lindo do que qualquer outro lugar que haviam visitado anteriormente. Quando colocaram suas patas na grama repararam que tudo era mais vivo que no antigo mundo deles. Haviam rios, montanhas, cachoeiras, vales e muitas árvores com variadas frutas, muitas delas desconhecidas.
Os olhos do Leopardo voltaram ao seu normal milagrosamente.
O Melro acordou, mais vivo do que nunca.

Todos abriram um circulo para que a Fênix pousasse graciosamente em seu centro.

A Capivara, piscando seus olhinhos disse:

- O que aconteceu!? Mal tive tempo para entender tudo isso!

A Fênix explicou:

- O seu universo e tudo no que ele havia não tem mais a necessidade de existir. Tudo foi cumprido. Estou neste exato momento destruindo tudo e fazendo tudo denovo. Novo céu e nova terra se ergueram.

Todos puderam sentir o sol chacoalhar levemente.

A Onça curiosa pergunta:

- O que foi isso?

A Fênix com os olhos em chamas continua:

- Acabei de destruir o que restou de seu universo, posso enfim trazer o Sol e a Lua para esse mundo.


O Melro, tentando entender tudo o que havia se passado às pressas pergunta:

- O Sol e a Lua? Mas eles são gigantes! Não caberiam aqui dentro!

A Fênix rindo graciosamente explica:

- No mundo de vocês realmente seria impossível. Mas no meu mundo eles tem formas diferentes, serão novas formas de vida e poderão enfim amar-se por toda a eternidade.

O Leopardo sorridente exclama:

- Isso é incrível! Mas, e os amigos que fizemos em nossa jornada?

A Fênix olhando com ternura para os cinco amigos que ajudaram ela a tornar aquele sonho realidade disse calmamente:

- Se acalme, meu querido. Olhem ao seu redor.

E neste momento, os cinco amigos puderam ver que estavam rodeados de centenas de animais. Alguns rostos conhecidos como o do Pinguim - um animal muito sortudo que havia encontrado o amor muito facilmente - que a propósito, estava do seu lado, uma linda pinguim, com mais dois filhotes branquinhos de pinguim ao seus pés e outros que encontraram em sua jornada que não estão relatados nos sete capítulos dessa viajem. Alguns rostos desconhecidos como os de ornitorrincos, patos, tatus, cachorros, macacos, dentre outros. Foram vidas que foram alcançadas através de tudo o que tinham batalhado, ensinado no decorrer dessa história. Todos puderam estar ali graças a eles diretamente ou indiretamente.


A Fênix com toda sua imponência declama para todo o seu povo:

- O universo não mais conspirará contra ninguem. Essas são minhas palavras. Este mundo agora torna-se a luz do universo e o centro de tudo. Aqui não haverá dor, nem fome, nem morte. Este é o meu presente para vocês, para que mostrem aos outros, para que compartilhem uns com os outros. Deem risada juntos, evoluam cada dia mais, ouçam minhas palavras, descansem seus corações, encontrem o amor verdadeiro, cuidem uns aos outros, e sejam felizes.

O Leopardo viu seus amigos contarem para os outros animais como tinha sido a última batalha e de como chegaram até ali, o que aconteceu exatamente. Mais tarde, essas histórias foram repetidas por gerações e gerações.
A Fênix depois de descer dos céus - pousando graciosamente no chão - foi envolvida por muitas ovelhinhas que vinham brincar com ela, e a Fênix se divertia tanto com isso! Elas pulavam emcima, puxavam suas penas e riam o tempo todo. A Fênix nunca estivera tão feliz em toda sua existência.


Dali em diante a vida foi boa. Mas não simplesmente boa como achamos que a vida é às vezes em nosso mundo. Foi boa de verdade, puramente boa. Algo que ainda não conseguimos viver intensamente, mas eu sei que um dia esse dia irá chegar e poderemos nos unir a todos os personagens dessa história.
Até lá, é incrível pensar que essa história de amor, coragem, união e fé começou apenas com uma atitude: a atitude de dar o primeiro passo e enfrentar o amanhã com o desejo de que tudo seja melhor.

Seria tudo isso o fim...

Se não fosse o começo.


- Vinicius Neves
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