13 de novembro de 2011

OLHANDO DE CIMA DO PALCO


Na primeira fila da plateia
Elegantemente vestida de plebeia
Observando minhas lutas sob qualquer pressuposto
Escondendo na escuridão o escudo de seu rosto

Ela pensa que não a vejo a essa distância
Escondendo as duas faces com certa elegância

Que arrogância

Arrogância passar
Que eu nunca tenha parado para pensar
Em cada pessoa que passou em minha vida
Do peso da bela adormecida

Que anda mais atrás de sono do que de perfeição
Mas também faz parte do sorriso, do olhar, do corpo e da feição
Que faz bater na cara, no ritmo do coração desse vagabundo
Escondida nas sombras do anonimato do submundo

Que a esperança nunca se desestabilize
Que os sonhos nunca se percam
Que a fé nunca se desacredite
Que a paz não se torne uma presa

Quem observar saberá
Além do que palavras poderão expressar

A respeito daquele que se cala quando se irrita
Que fica com sono quando a alma está entristecida
E quando apaixonado, acorda pensando naquela pessoa quase todos os dias
Ou até mesmo quando vai dormir, mesmo em madrugadas frias
Que não consegue amar ou odiar só pela metade
E para ele é fácil fazer isso sem alarde

A cada dia o público aumenta
Geralmente silenciosa, de vez em quando barulhenta
A torcida se mantém firme, mesmo às escondidas
Porém seria um pecado dizer que passam despercebidas

Porque de fato, esse não é o caso
E quem não concordar, que vá assistir outro palco.


- Vinicius Neves
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