25 de abril de 2013

O CORPO, O PEITO, O SONHO


O corpo - congelou e expulsou o pensamento de reentrada
O peito - fez mais de meia hora de parada
O sonho - me levou para onde eu nem desejava ir
Minha Sombra é traidora e gosta de me perseguir

Aquele sonho me levava até o corpo daquela musa
Tocava seu corpo por debaixo de sua blusa
Sentia entre meus dedos aquela pele macia, delicada e quente
Esperando que o resto de meu corpo apreciasse logo esse deleite

A tomei em meus braços
Pude sentir sua respiração umedecer meus lábios e eriçar meus sentidos
O corpo daquela mulher me desejava e o meu se mostrava aflito
Porque eu queria aquilo, queria me apossar daquelas curvas
Qualquer receio ou desistência não passavam de águas turvas

Meu corpo penetrou no dela deslizando facilmente para os prazeres
Prazeres esses que tomavam conta de nossas bocas, olhares e dizeres
Estava tão excitada que não houve barreira alguma que me impedisse de senti-la
Suas expressões de desejo sendo saciado sob meu corpo a fazia rutilar

Quando ambos já estavam bêbados e saciados de tanto tesão
Os corpos se desprenderam suavemente e deixaram de lado a ilusão
Acordei em meio a madrugada enganado por tamanha realidade
Desejando de toda a força que aquilo tivesse acontecido de verdade.


- Vinicius Neves
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