30 de julho de 2013

VIOLÃO DE CIGANA


Os olhos repousaram no corpo angelical de soneto
Os dedos eram como fitas de seda que balançavam contra o vento
Se movimentava como uma cintura de cigana
Enfeitiçando meus sentidos como a brisa do Outono sobre a rama

Sem duvida que era um corpo de violão
As notas estavam doidas para sair da boca, tocadas por minhas mãos
Doravante sua Regência, Minha Factível Solar Lascívia Sinuosa
Que és música, canto, rima, prosa!

Destoa minha voz em seus ouvidos, pois sou carente de ti
Desboto meus receios pelo desejo ardente que vem de mim
Que os corpos se entrelacem e formem um elo, um emaranhado, um nó
Que de teus lábios eu construa um novo dia, um mundo melhor.


- Vinicius Neves
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