17 de janeiro de 2018

O DESERTO DENTRO DA AMPULHETA



O tempo passa e com ele a certeza de que nos distanciamos cada vez mais de pessoas que são importantes em nossas vidas. As fotos registradas nos levam  a lugares muito distantes da realidade que vivemos hoje.
Somos obrigados a nos ver em fases melhores, piores, mais ou menos felizes.

Tudo aquilo que foi importante de verdade é registrado com um tipo de vassoura emocional - que à medida que o tempo passa - leva para longe as coisas ruins.
As más recordações, brigas, desafetos: tudo passa. Porque não existe uma "base" que as faça perpetuar.
É diferente com o amor. Ele permanece em cada foto de infância, cada aniversário surpresa ou cada brincadeira e viagem registrada.

Os amigos se vão. Talvez porque o caminho deles fosse outro. Talvez por não concordarmos mais em nossos pensamentos ou nossas falhas sobressaíssem ao bem que queríamos a eles.
Vamos sentindo a idade chegando e transformando nossas vidas, pensamento e até mesmo a saúde - por mais jovens que sejamos - o corpo já começa a responder certas situações de forma diferente.

Nos falta tempo para cuidar de nós mesmos, de nos atentar aos futuros problemas de saúde e às antigas coisas que nos faziam felizes.
Da época em que momentos eram mais importantes que "curtidas" e amigos eram melhores que seguidores.

Nos falta maturidade para sermos melhores, para rever antigos amigos, reatar relacionamentos passados, esquecer brigas estúpidas e entender que o "tempo bom" foi ontem, mas pode ser hoje, também!
Não somos tão descartáveis assim. Mas o mundo em que vivemos - esse nega até a si mesmo, quem dirá nossas aspirações!?


- Vinicius Neves
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